terça-feira, 17 de julho de 2012

Animais

Mamíferos no Bioma Pampa
Javali

     O Javali é um animal de origem europeia, que foi trazido para o Uruguai para servir de atração em safáris de caça. Mas fugiu do controle e invadiu a fronteira no pampa gaúcho, principalmente na região de Herval e se espalhando pelos municípios vizinhos. desde então vem causando problemas na lavouras de vários estados do Brasil, além de atacar e se alimentar com filhotes de outras espécies. O javali extermina tudo que vem pela frente, e como não tem um predador natural, é um impacto muito grande para a biodiversidade.

     Hoje, a única forma de controle que se tem é a caça, e no sul em algumas épocas do ano é liberado e o IBAMA estuda a ampliação para o Brasil todo.


Tatu
     É nativo do continente americano.
     O tatu tem grande importância ecológica, pos eles se alimentam de insetos, o que contribui para o controle de formigas e cupins. Na Universidade de Alegrete, foi feita uma pesquisa sobre a dieta dos tatus e foi constatado em um único exemplar de um tatu-mulita com 2,5 quilos é capaz de consumir 8855 invertebrados em uma única noite.
                                     



Boi
     O boi é descendente da Europa e da Ásia. Sua domesticação teve início há mais de 5000 e 6000 anos atrás. Os bovinos domesticados tinham várias serventias para o ser humano, como: animal de carga e a produção de leite em vida e carne/couro após a morte. Era incomum a criação de gado para alimentação, a carne do animal era consumida apenas se ele morresse ou não tivesse mais utilidades.      Hoje em dia os bovinos são os principais figurantes da indústria de produção de carne.
     Esta espécie foi domesticada pelo homem e é explorada para a produção de leite, carne, e pele (couro) e também como meio de transporte e animal de carga. Também os ossos são aproveitados para a fabricação de garinha, sabão e rações animais. O casco e os chifres tem usos diversos e os pelos das orelhas são usados para a confecção de pincéis artísticos.



Aves no Bioma Pampa

Existem mais de 385 espécies de aves no bioma pampa, a seguir explicaremos três tipos:


Nothura Maculosa: Mais conhecida como Perdiz. Ave característica do Bioma Pampa. Espécia associada ao ecossistema 'campo'. Faz seu ninho no chão, no meio da vegetação herbácea. A alimentação é essencialmente insectívora no primeiro mês de vida, após o qual se tornam praticamente herbívoros: grãos (trigo, cevada, aveia), bolota, folhas, rebentos, bagas, flores, e raízes de uma grande variedade de plantas espontâneas.


Vanellus Chilensis: Mais conhecido como Quero-quero. Ave símbolo do Rio Grande do Sul. Vive em regiões abertas, como campos e pastagens, sendo encontrado sempre no chão. Quando um observador se aproxima, fica sobrevoando a área emitindo estridente vocalização. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom gosto da convivência com o quero-quero, pois, conforme a intonação, o grito dessa ave pode representar perigo.




Furnarius Rufus: O joão-de-barro é tido como um pássaro trabalhador e inteligente. Conhecido por suas casas feitas no alto de postes, tronco de árvores e até mesmo nos paus de currais. Curiosamente o joão-de-barro não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, ele faz um tipo de rodízio entre alguns ninhos e, na falta de um lugar adequado para construir um novo ninho, esta ave faz novas construções em cima ou ao lados dos antigos.




Répteis no Bioma Pampa


São catalogadas 110 espécies de repteis existentes aqui no bioma pampa.
  
Alguma delas é:  A Nova espécie de coral-verdadeira (Micrurus Corallinus).
É uma das espécies de cobra-coral verdadeira, pertencente à família dos Elapídeos. Alimenta-se de outros répteis inclusive outras serpentes, exceto cascavel. Seu veneno é caracterizado por apresentar uma alta neurotoxicidade associada com toxinas pré e pós sináptica, que causa entre outros sintomas paralisia do diafragma que resulta fatalmente em morte.
Os acidentes com essa espécie não são comuns devido aos dentes pequenos (dentição proteróglifa), são encontradas com facilidade no Rio Grande do Sul





Outra é a Tartaruga-verde-e-amarela ( Chrysemys dorbigni ) .
Apresenta carapaça de cor verde e amarela. Seu tamanho varia de 15 a 25 cm. Vivem nos rios, banhados, pântanos e açudes. Alimenta-se de pequenos invertebrados, peixes, sementes, frutos e algas .





E também temos a Cruzeira (Bothrops alternatus).
É uma das maiores viboras, pode atingir até 2 m de comp. Vive em campos, lugares altos e pedregosos e margens de matas. Alimenta-se de ratos, preás, aves e rãs. Sua peçonha é muito ativa.

 




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